Dados inéditos do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas revelam que, embora o cigarro tradicional tenha perdido espaço nas últimas décadas, os vapes acendem um novo sinal de alerta para a saúde pública.

Clarice Madruga — pesquisadora da Unifesp e especialista em Saúde Mental, traz dados importantes destacados no LENAD III. Veja os destaques:

📌 Entre os adolescentes, o cigarro foi substituído pelo vape

Mais de 10% dos jovens de 14 a 17 anos, já experimentaram o vape – 5,6% usaram os dispositivos recentemente.

📌 Jovens têm consciência dos riscos, mas acesso é fácil

A pesquisa aponta que embora a maioria dos jovens tenha consciência dos riscos associados ao uso de vapes, muitos relatam facilidade de acesso aos dispositivos, especialmente por meios digitais — o que contribui para o aumento do consumo.

📌 Vapes não são eficazes para parar de fumar — e podem até reforçar o vício

Cerca de 77% das pessoas que fumam e também utilizam vapes relatam que o consumo de cigarro não diminuiu. Uma parcela significativa, inclusive, afirma que o uso combinado aumentou.

Essa combinação (vape + cigarro tradicional) eleva os riscos e representa um novo ponto de atenção para a um novo ponto de atenção para a saúde pública.

➡️ Os dados reforçam que barreiras legais, econômicas e logísticas continuam sendo essenciais para dificultar o acesso aos vapes e proteger a saúde física e mental das novas gerações.

Fazer cumprir as determinações da ANVISA, com mais rigor na fiscalização da venda de vapes — que são ilegais no Brasil — é uma medida urgente.

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